terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Jornalismo e a Jornada do Herói

Pois bem... Terminei mais um semestre da faculdade. Daqui um ano eu já poderei dizer que estou formada (ou não). Há quatro anos me lembro de escrever um post a respeito das minhas dúvidas em relação à carreira que queria seguir. Parte de mim queria jornalismo, outra queria veterinária e uma terceira parcela cogitava medicina. Escolhi a primeira opção.
Eu acho que se o meu eu do passado soubesse como seria a faculdade de jornalismo, eu teria escolhido outro curso (veterinária, provavelmente). Eu gosto do meu curso, mas porque aprendi algumas coisas sobre a vida. Começa pelo fato de que não, um jornalista não vai salvar o mundo sozinho (pelo menos não pelo simples fato de ser um jornalista).
Eu também achei que eu seria uma espécie de detetive (sempre gostei muito de Sherlock). Pensei que eu moraria sozinha num apartamento x, faria investigações de campo durante as madrugadas, teria contatos nas ruas e vielas de São Paulo... Cara, eu durmo de madrugada e meus contatos são, no máximo, as pessoas que vendem brigadeiro na faculdade (tá, eu tenho uns contatos.. Mas não são como eu pensei).
O fato é que o jornalismo não é tão sensacional quanto eu planejava, mas eu gosto dele mesmo assim. Eu aprendi a ser mais chata e crítica, aprendi que posso trabalhar em dezenas de áreas diferentes e aprendi a usar as palavras a meu favor.
Recentemente (também conhecido como dois dias atrás) fui em algumas palestras sobre os jovens empreendedores. Jornalistas precisam de conhecimento em todas as áreas. Meu objetivo é saber um pouco sobre cada coisa e estou aqui pra aprender (que lindo isso, mds).
Enfim... Uma das palestras disse que nós precisamos fazer o que nos faz feliz. Aquilo que a gente está fazendo por horas e aí pensa: nossa, preciso ir dormir. Isso, segundo o palestrante, é o que faz com que tenhamos sucesso. Fazer o que amamos de verdade, do fundo do peito, é o x da questão. A essência, não o que aprendemos a amar.
Existe uma coisa que me tira do mundo dessa maneira: escrever. Naquele momento percebi que eu estou na área certa. Isso é bom. É um peso que sai das minhas costas (ainda que de tempos em tempos ele volte).
A palestra do cara foi realmente muito boa. Além dessa coisa da aceitação, o cara também falou sobre a Jornada do Herói. Se você já ouviu falar nisso, ótimo. Se não, basicamente trata-se de uma sequência usada na maioria das histórias (Star Wars, Harry Potter, Rei Leão, tudo). Nela, o personagem está de boa, aí ele recebe um "chamado" de alguma coisa pela qual lutar, diz que não quer, um cara x aparece pra aconselhar e o personagem acaba aceitando a aventura.


É um tanto quanto épico, mas serve como uma boa metáfora para a vida. Basicamente, estamos todos travando nossas próprias jornadas. Alguns param no primeiro passo e recusam a entrar no rolê, mas outros aceitam. Dos que aceitam, a maioria não passa na ~provação suprema~. 
Eu já tinha visto esse recurso na faculdade, pois é um método usado pra contar histórias. Jornalistas servem pra contar histórias, então eu já sabia como usar isso... Mas o cara da palestra mostrou que eu não devo apenas usar, mas sim para se viver. 
Qual é o seu chamado, caro leitor? O que é que faz seu coração acelerar? 


Mas enfim... Sobre a vida em geral: Fiz mais uma tatuagem. 
O que significa? Bem... Lembre-se de quem você é.
Mas o X é que daqui uns anos eu vou tatuar a juba. É uma tatuagem em desenvolvimento. É a aceitação de que sou um filhote e não sei nada da vida. Um dia serei digna de uma juba. 





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