quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Conto "O Lobisomem"

Estou escrevendo uma história sobre um lobisomem ^^
Está ficando legalzinha.. Era pra ser um conto de duas folhas, colocar aqui no blog..
Mas está ganhando enormes proporçoes. Página 11 e não é nem o começo.

tá legal pácas! *-*

Vou colocar uns pedacinhos aqui, ok?
NÃO É A HISTÓRIA COMPLETA, porque eu nem terminei ainda :P

Aceito críticas.



Tudo começou depois da meia noite. O grupo tinha ido acampar. Eram suas férias! Queriam fazer algo legal, diferente. Alugaram barracas e todo o equipamento necessário para aquela pequena aventura. Chegaram no local antes do almoço. A maioria era maior de idade, vieram com os próprios carros.
Ao lado do lago, havia um único poste com uma única luz que iluminava um bom espaço. Aquele ponto sempre tinha pescadores ou alguém acampando... aquela luz era coisa de gente que vinha acampar, não era nada feito pelo governo. Aquele lugar era silencioso, calmo. Poucos sabiam de sua existência. E por ser tão afastado, a maioria dos país dos jovens não os autorizaram a ir. Mas eram garotos e garotas, não se dariam por vencidos por um simples “não” de seus pais! Cada um arrumou uma desculpa, um bom motivo para dormir fora de casa.
Bruna desviou o olhar do grupo um instante, encarou o acampamento. Viu uma sombra movendo-se entre as barracas. Gritou.
−Tem alguém roubando a gente! Tem alguém roubando!
Os outros se alarmaram. A grande maioria correu para fora. Calções pingando, pele enrugada e o vento frio batendo em suas costas. Começaram a procurar, não encontraram nada nem ninguém.
−Tem certeza que viu alguém? –disse Gerson.
−Vi, tenho certeza.

[...]

Ainda estavam molhados, e agora com frio. Ao irem terminando suas funções, fizeram uma roda em volta da fogueira onde a janta ia sendo feita lentamente. Conversavam alto, riam... até que ouviram um barulho alto nos galhos próximos. Calaram-se. No mesmo momento lembraram-se que Bruna havia visto alguém perto das barracas.
−Vaza, meu irmão! Se voltar aqui mais uma vez a gente vai encher você de porrada! –gritou Gerson, agora de pé.
Não ouviram mais nada por um bom tempo.
−Deve ter ido embora...
[...]
Estava com uma séria dificuldade de dormir. Virava-se para cá, depois para lá... nada de pegar no sono. Ouvia o ronco dos vizinhos, e isso o deixava ainda mais irritado. Ouviu um barulho do lado de fora. Quem será que estava acordado também? Levantou-se e colocou a mão no zíper da barraca, mas antes que pudesse puxá-lo, viu uma sombra alta causada pela luz que resistia na fogueira. Ele não compreendeu... aquela sombra não parecia com ninguém... a imagem que se formava encima do tecido de sua barraca não parecia com nada que a razão permitia existir. Parecia um... lobisomem.
Não poderia ser! Há Há! Não existia aquilo... eram um dos amigos com a coberta na cabeça, era isso... tinha que ser isso... baixou o zíper alguns centímetros, lentamente e em silêncio. Colocou o olho na pequena abertura. Não encontrou nada, ninguém. Talvez fosse uma alucinação do sono. Abriu o zíper mais alguns centímetros. Agora podia ver um pedaço do lado também. Continuou olhando o local até que seu sangue gelou. Viu uma criatura grande, peluda e castanha perto do lago. Tinha que avisar os outros!
−Gerson... –murmurou para o vizinho de barraca.
Silêncio.
−Gerson! –murmurou novamente.
−O que você quer...?
−Fala baixo! –disse com a voz rouca e baixa.
−Que foi?
−Mano... Tem um bicho lá fora.
−Lá fora? –disse levantando.
−Não abre o zíper rápido... tá perto do lago. –disse encarando a criatura que permanecia lá.
Leonardou ouviu o zíper do vizinho abrindo.
−Onde? Eu não to... MEU DEUS! –gritou.

[...]

Ouviram um som vindo do mato. Levantaram-se, alarmados.
−É ele? –disse Juliana.
−Deve ser.
O som dos passos ia lento, cercando-os...
−Vamos pra água! –gritou Bruna.

Então, a criatura surgiu de dentro do mato. Andava calma, cheirando o chão... olhando as barracas e o fogo. Tinha de fato quase dois metros, dentes lhe escapavam da boca e os pelos eram feios, desfigurados e sujos. O animal olhou para eles... começou a andar em sua direção... Eles começaram a dar passos para trás, entrando na água. E a criatura avançava mais e mais... e eles recuavam mais e mais... a água já estava nas coxas quando ouviram um urro. Não era da criatura que estavam vendo... vinha em ecos, de longe... a criatura parou. Ficou sobre duas patas e urrou para cima, fechando os olhos amarelados. O urro fez o sangue deles gelar... a criatura terminou seu urro e voltou a ficar sobre quatro patas, mas agora estava parada... encarando-os sob o poste e sua pequena luz que iluminava o monstro.
[...]
Uma hora depois, a maioria estava dormindo. O resto não pregava o olho. Gerson estava na janela, encarando a rua de paralelepípedos. Eram três da manhã... aquela noite parecia não passar! Olhou para dentro do quarto, todos exaustos. Gerson voltou a olhar para a rua.  Viu um homem parado na calçada, encarando-o... o homem fez com que sua espinha gelasse. Gerson voltou a olhar para dentro do quarto, chamou Leonardo com um olhar rápido. Leonardo foi até seu lado, abaixou-se. Mas quando Gerson foi mostrar a figura bizarra, não estava mais lá.
−Tinha um cara lá embaixo...
Segundos depois, ouviram um baque na porta. Todos acordaram, se assustaram... aquilo não tinha sido um simples baque, aquilo tinha quase derrubado a porta. Gerson e Leonardo se levantaram, foram até o lado da porta. Leonardo colocou a mão sobre a maçaneta e contou até 3 com a outra mão; quando abriu, Gerson voou com seu porrete para cima de quem os incomodava. Mas não havia ninguém...
[...]
Ouviu um estralo. Abriu os olhos, ainda estava escuro mas podia ver uma luz pequena e redonda. Uma lanterna? Os outros tinham voltado?
−Deve estar morrendo de medo, não é garoto? –disse uma voz rouca, baixa e caipira.
−Quem é você? –disse Leonardo levantando-se, escondendo a barra de ferro com a coberta.  
−Qual é seu nome?
−Mostre seu rosto!
O homem levantou a lanterna para o rosto, revelando sua aparência antiga. Cabelos grisalhos, olhos claros, rugas... ele baixou a lanterna novamente, cobrando uma resposta.
−Me chamo Leonardo. 
−Leonardo, vou contar uma história... quer ouvir?
−Não.
−Tudo bem. Era uma vez um garoto. Esse garoto era meio estranho; tinha amigos mas não gostava de estar na presença deles... Gostava de cheiros; antes de comer qualquer coisa a cheirava, degustava daquilo...
Leonardo achou aquilo estranho. Aquele homem era um espião?
−...Então, em certas noites esse garoto tinha sonhos estranhos. Nos sonhos, ele não era ele; não tinha força sobre suas ações, gritava o mais alto que podia e gostava daquilo. As pessoas corriam dele, com pavor nos olhos... e ele gostava daquilo. Mas quando acordava, estava assustado. Não gostava daqueles sonhos, não era ele...
−Pára! –gritou Leonardo− O que você quer?
−Presta atenção na história, menino Leonardo... –ele fez uma pausa, colocou a lanterna no chão, virada para o lago e começou a andar de lá pra cá− As vezes, esse garoto se irrita com alguém, e quer estraçalhar a cara desse alguém. Sente-se mal, quer que alguma coisa o segure... e alguma coisa sempre o segura.
−Onde quer chegar, senhor? –disse ele cabisbaixo.
−Você viu aquelas criaturas, não viu?
−Sim.
−Sabe o que são?
−Acho que sim.
−São uma espécie de lobisomem. São homens que se tornam lobos durante a noite.
−E por que está me contando isso?
−Quantos anos você tem, menino Leonardo?
−20.
−20?
−Dezenove, faço vinte amanhã.
−A história que lhe contei é a história daquelas três criaturas que você viu. Eram pessoas normais até seus vinte anos. Mas depois... hã... se tornaram aquilo.
Leonardo sentiu os pêlos se ouriçarem.
−Está dizendo que vou ser uma daquelas coisas?
−É.
Silêncio entre os dois.
−Você disse que vazia aniversário amanhã... mas esqueceu que a meia noite passou faz um bom tempo, não é?
Leonardo gelou. Já tinha 20!



CONTINUA...




*e era pra ter 2 míseras páginas

Um comentário:

  1. Ei, eu sou Lu Rap's!
    acho que você já deve ter terminado esse conto. me manda ele inteiro por favor! estou louco pra ler!
    e-mail: luis_the_amity@hotmail.com

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